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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Rosário Budista

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Japamala (Japa = repetição, Mala = cordão ou colar) é um objeto antigo de devoção espiritual, conhecido também como rosário de orações no ocidente. É um artesanato 
muito utilizado para ajudar nas orações e mentalizações como marcador. 

O japamala é utilizado para que uma pessoa possa pensar sobre o significado do mantra e de suas palavras enquanto entoa, sem ter a necessidade de ficar contando as vezes que entoa.

Temos então duas correntes: uma espiritual, "Japa", e outra material, "Mala". Assim, as energias espirituais invocadas "Japa" energizam o "Mala.

Um japamala é geralmente composto por 108 contas e o “meru”, conta central que 
marca o início e o fim do mala. Também é possível encontrar japamalas menores, variando de 54 ou 27 contas, todas sub-divisões de 108.

Segundo a filosofia yogui, ao se completar o circuito de 108 repetições da oração, mentalização ou mantra, alcança-se um estágio superior na consciência chamado
de transcendental (o estágio que ultrapassa as fixações da mente, mantendo a consciência concentrada em si mesma).

Muitas pessoas utilizam o japamala simplesmente como objeto de decoração, amuleto de proteção ou somente para distração.

Entre os inúmeros materiais dos quais podem ser feitos um japamala, o mais famoso são as sementes de rudraksha, também conhecida como lágimas de Shiva, planta nativa da ásia. Segundo a crença indiana, Buda recebeu sua iluminação enquanto meditava sobre uma árvore de rudraksha. A partir desta crença, foram atribuídas a rudraksha propriedades medicinais que vão desde o controle do estresse e redução de problemas circulatórios até a cura de doenças mais severas.
Até o momento não foram desenvolvidas pesquisas científicas que pudessem comprovar as supostas propriedades medicinais da rudraksha.

O poder de um Mala.
Você pode imantar o seu japamala  com o poder da sua meditação e mantras realizados, para isso você precisará praticar todos os dias, por pelo menos 40 dias seguidos. 

Após 108 dias o mala ficará carregado da energia do poder do mantra entoado/ murmurado/ meditado, e você poderá colocá-lo ligeiramente sobre si ou em outros, para transmitir a energia do mantra, armazenada na mandala de luz, formada em seu Mala.

Quando não estiver utilizando seu mala, guarde-o em um lugar limpo e sagrado. 
O melhor lugar para guarda-lo é sobre um altar pessoal ou sobre uma estatueta sagrada de uma divindade.

domingo, 16 de outubro de 2016

12 Princípios de Sabedoria

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Os doze Princípios de Sabedoria que irão transformar a sua vida:

1. COMPAIXÃO
A compaixão é uma das mais reverenciadas qualidades no Budismo, a compaixão indica que a pessoa está realizada.


A compaixão não só auxilia o mundo como, busca compreender  todas que estão ao seu redor podendo transformar a sua vida e de inúmeras pessoas.

Primeiramente a auto-compaixão é essencial para que se encontre a paz interior. Quando se aprende a perdoar e a aceitar a si mesmo, você poderá sanar suas feridas mais profundas.

Muitas vezes nos torturamos simplesmente por não nos entendermos ou não aceitarmos as pessoas como devidamente são. A compaixão é a compreensão, a bondade fundamental que podemos descobrir nos seres. Por esta razão, ela auxilia  a compreender o próximo através de ações.

Mais  do que isso, a compaixão expressada é o ato de se conectar com todo o nosso coração, e essa conexão pode ser uma grande fonte de alegria.

As razões para a prática da compaixão são inúmeras e poderosas.
Esforce-se para viver de modo a tratar as pessoas que você encontra da mesma forma como você gostaria de ser tratado.  Uma vez que você inicia a prática  poderá lhe parecer completamente impossível, mas persevere, e você verá o poder de viver com compaixão.

2. VIVER EM COMUNIDADE 
No Budismo é chamada de Sangha a comunidade de praticantes, ou seja, sangha é comunidade de pessoas unidas em prol do mesmo objetivo, "despertar a consciência não só para si, mas para todos os seres.

A Sangha é o princípio que pode beneficiar a maior parte do mundo. As pessoas vivem em grupos a maior parte do tempo, geralmente em busca da geração de riquezas monetárias ou para atingir suas metas, raramente estão unidas com o objetivo exclusivo de alcançar a paz, a felicidade e a sabedoria realizada.

A princípio a Sangha pode representar de inúmeras formas a sua própria vida.  A Sangha é apenas uma maneira de ver a vida através da individualidade expressada por todos. 

Ao viver de modo a estar plenamente conscientes do poder de conexão com os outros, ou seja, uma pessoa ou um grupo de 100, procurando manter essas relações de forma adequada, você poderá  transformar a sua vida de maneira a beneficiar a todos.

3. ATENÇÃO PLENA
Um dos itens mais importantes da lista, o poder de simplesmente viver de forma a estar totalmente desperto a  cada momento de sua vida.

Atenção plena é ter a consciência desperta, estar atento a tudo ao seu redor, isso mudará todos os aspectos de sua vida em todos os sentidos.

Esforce-se para viver plenamente desperto em cada momento de sua vida e superar seus maiores desafios pessoais, à procura de um grande senso de paz e alegria, e perceber as maiores lições de vida que poderão lhe ajudar a viver plenamente desperto em todos os momentos.

4. VIVER PROFUNDAMENTE
Para viver profundamente e de maneira a se tornar plenamente consciente de sua preciosa vida, deve-se dar inicio ao caminho para a verdadeira paz e felicidade.

Por quê? 
Porque viver desta forma permite que gradualmente se torne consciente da verdadeira natureza do mundo. Isto ocorre principalmente com a realização de sua interdependência, (você começará a ver como tudo está interligado) e sua impermanência (quando você começa a ver como tudo esta em constante mutação, constantemente morrendo para renascer em outra forma.

Estas conquistas são como o pão e a manteiga do budismo, é toda prática espiritual. Estes "parte do todo" são fragmentos da realização final, o que nos permite compreender o que não pode ser totalmente compreendido no sentido tradicional.

Ao viver de forma a procurar atingir estas várias "qualidades do final" você vai encontrar mais paz na realização do caminho natural das coisas. Isso nos dá a capacidade de desfrutar de cada momento da vida, para encontrar a paz, mesmo nas atividades mais mundanas, bem como a capacidade de transformar suas experiências normalmente "negativas" em algo que nutre e cura.

5. MUDAR A SI PARA MUDAR O MUNDO
Os Budistas entendem que dificilmente você poderá ajudar alguém antes de ajudar a si mesmo. Não estamos falando da maneira de se adquirir riquezas, ou viver de maneira a ignorar o próximo. Nos referimos ao fato de que, como todos nós estamos interligados, auxiliando a si mesmo você poderá auxiliar o próximo criando impacto positivo exponencial ao mundo.

Se você quiser criar um impacto diferenciado no mundo, é importante que se convença que você  e seu próximo é uma única pessoa, ou seja "você terá que se jogar na lama para auxiliar o seu próximo". Fazendo isso de maneira consciente, o impacto positivo estará criado.

No nível mais profundo da compreensão, mudar a si mesmo, representa mudar o próximo, uma vez que não separação entre você e o outro.
Cuidar de si mesmo, ser um exemplo para o outros, é criar ondas de oportunidade de maneira a inspirar as pessoas a fazerem o mesmo. 

6. NÃO TEMER A MORTE
A morte  na sociedade ocidental, muitas vezes é tratada como tabu. E muitas vezes fazemos o melhor para evitarmos o assunto ou fingimos que ela simplesmente não chegará.

Estas ações são lamentáveis, pois nenhuma delas irá lhe auxiliar a viver melhor. 
Torne-se plenamente consciente de sua impermanência, compreenda de forma profunda a natureza da morte e a independência, coisas que poderão lhe auxiliar a encontrar grande paz.

No budismo, algumas seitas fazem meditação sobre imagens de pessoas mortas, pois acreditam que está imagem lhes auxiliam na transição do incio ao fim de sua jornada.

Pode parecer um pouco intensa, mas a verdade é que, se você vive sua vida agindo como se você nunca irá morrer, ou ignorar a sua impermanência, então você nunca será capaz de encontrar a verdadeira paz a dentro de si mesmo.

Você não tem que meditar sobre a imagem de um cadáver, basta abrir-se à morte para não proteger a sua mente (o que você pode fazer de forma inconsciente por viver em um mundo ocidental), este processo poderá ser grande fonte de paz e irá auxilia-lo a desfrutar com prazer a vida cotidiana.

A verdadeira valorização da vida  não será plenamente realizada enquanto você não entender que a sua vida é impermanente. 

7. NUTRIR-SE INTERNAMENTE
A prática da meditação budista, especialmente atenção e contemplação, irá lhe auxiliar a atingir a valiosa natureza da refeição a sua frente. Na verdade como a comida é parte integrante de nossa vida, transformar a nossa relação com a quantidade dos alimentos para que se transforme em elemento chave para a nossa vida.

Ao contemplar a comida a sua frente, por exemplo, poderá lhe fazer ver que a sua vida é um vasto sistema de interdependência e  a comida em seu prato vem de  muitos elementos diferenciados.

Isto ajuda-nos a aprofundar a nossa relação com a comida, a cultivar um profundo sentimento de gratidão antes das refeições, aprender a respeitar o equilíbrio delicado entre a vida.

8. COMPREENDER O VERDADEIRO SENTIDO DE DAR
Dar vai além do ato de presentear alguém em seu aniversário ou natal, é também oferecer a cada dia os presentes que a vida nos concede.

Os budistas têm uma profunda compreensão da natureza da doação, incluindo o fato de que a vida é um jogo constante entre o ato de dar e receber. Isto não só nos ajuda a encontrar a paz na compreensão de como o mundo ao nosso redor funciona, mas também compreender os incríveis presentes que todos temos dentro de nós; o amor, a compaixão e nossa presença.

9. DESARMAR O EGO
A melhor maneira de resumir a prática "espiritual" é esta: a espiritualidade é o ato de entrar em contato com a realidade, portanto espiritual é o ato de superar os obstáculos que nos impedem de alcançar este objetivo. 

O principal obstáculo em nosso caminho? O ego.

Em suma, a razão pela qual o ego é o principal obstáculo na prática espiritual ou simplesmente praticar para encontrar a verdadeira paz e felicidade, é porque ele serve para mante-lo longe da terra, do seu ser, podendo convencê-lo de que você e seu próximo não são um só.


O processo para desvendar o ego pode levar algum tempo porque está intimamente relacionado  a nós há anos. Mas é infinitamente gratificante e absolutamente necessário se queremos ter uma vida melhor.

10. REMOVER OS TRÊS VENENOS
A vida é cheia de defeitos, formas e estilos de viver, entenda que você é o oposto por estar tentando construir a paz, a alegria e uma consciência de vida. Portanto é importante estar atendo a estes três venenos:

  1. Cobiça
  2. Ódio
  3. Ilusão

Juntos, esses três venenos são responsáveis pela maior parte da dor e do sofrimento que experimentamos como uma espécie coletivos. É perfeitamente normal ser afetado por cada um desses venenos ao longo de nossa vida, por isso é importante combatê-los e estar atendo a não se apaixonar por eles.

Em vez disso, simplesmente aceitar, identificar e trabalhar de forma a remove-los de sua vida. Isso poderá levar certo tempo, mas é um dos elementos chaves no caminho da verdadeira paz e felicidade.


11. VIVER CORRETAMENTE
Todos nós devemos nos esforçar e trabalhar para obtermos uma vida de forma mais consciente, isso normalmente significa: não vender itens prejudiciais tais como armas de fogo, drogas e serviços que possam prejudicar os outros, no entanto é mais profundo.


No final, há dois aspectos: ganhar a vida fazendo algo que não inibe a sua capacidade
 de trazer a paz e ganhar a vida fazendo algo que não inibe a capacidade 
dos outros para alcançar a paz .

Lidar com isso pode levar a situações interessantes para algumas pessoas, como mencionado por Thich Nhat Hanh este é um esforço coletivo, em oposição a um único ponto de vista pessoal (o açougueiro não é açougueiro porque  decidiu ser, mas porque pessoas buscam pela carne disponível no mercado.

Seguir as instruções para ganhar a vida de maneira certa poderá ajudá-lo a perceber os efeitos nocivos que o seu trabalho exerce sobre você, portanto, chegar a uma solução pode causar uma mudança positiva em sua vida como um todo. Só você pode decidir se a mudança deve ocorrer.

Em qualquer caso, olhando para ganhar a vida fazendo algo que promova a paz e a felicidade para você e aqueles ao seu redor sempre que possível.

12. EXECUTE O NÃO APEGO

Este é um ponto difícil de se explicar em poucas palavras, mas ainda é um ponto muito importante que deve ser discutido.

Não-apego no sentido budista não significa desistir de seus amigos e família e viver sozinho para o resto de sua vida, sem realmente saborear a vida, mas significa que você não deva se apegar aos seus desejos.

Não-apego é viver de um modo a seguir o fluxo natural da vida, uma vida moderna típica, criar uma família, trabalho, etc ... apesar de não estar apegado a estas coisas. Isto significa simplesmente para viver de modo a ler e aceitar a impermanência de todas as coisas nesta vida.

É perfeitamente normal para um estudante Zen no Japão, depois de completar sua educação, "retornar ao mundo" por assim dizer. Isto é porque uma vez que tenham atingido este nível de realização, eles vêem a beleza em todas as coisas e são forçados a viver plenamente absorvidos pela beleza e maravilha desta vida. A partir desse momento, eles podem realmente "viver a vida ao máximo", apesar de não estar apegado a estas coisas.

Lembre-se que isto não significa que você  não deva  sentir emoções. Em vez disso, essas emoções são bem-vindas e esperadas, totalmente experiente com muita atenção no momento do impacto. 

Uma vez que estas emoções diminuem, um processo natural de cura ocorre e curar a ferida é permitirmos a continuar a viver em paz e alegria em vez de empurrar-nos pela escuridão.


Fonte:Escrito por Matt ValentineFonte 12 princípios de sabedoria que vai transformar a sua vida buddhaimonia.com

sábado, 24 de setembro de 2016

O Caminho Óctuplo

forumespirita.net
O Nobre Caminho Óctuplo é, nos ensinamentos de Buda, um conjunto de oito práticas que correspondem à quarta nobre verdade do budismo.Também é conhecido como o "caminho do meio" porque é baseado na moderação e na harmonia, sem cair em extremos.

Essas oito práticas foram descritas pelo Buda:
COMPREENSÃO CORRETA
A compreensão correta, significa simplesmente ver e entender as coisas como elas realmente são, não como "desejamos" que elas sejam.
INTENÇÃO CORRETA
A intenção correta pode ser descrita de melhor forma como; o compromisso com a ética e o
comportamento para o bem do todo.
FALA CORRETA
Buda explica a fala correta como:
1. Abster-se da linguagem mentirosa; não dizer mentiras deliberadas e não falar de maneira desonesta;
2. Abster-se de discurso calunioso e não falar maliciosamente contra o outro;
3. Abster-se de palavras duras que ofendem os outros, e 
4. Abster-se da conversa fiada que não tem finalidade ou profundidade.

AÇÃO CORRETA
1. Abster-se de prejudicar os seres sencientes, especialmente abster-se de tirar a vida,
(incluindo suicídio) e fazer mal  de forma intencional ou inconscientemente, incluindo fazer uso de carnes de outros seres;
2. Abster-se de tomar aquilo que não é dado, que inclui roubar, fraudar, enganar e ser desonesto;
3. Abster-se de má conduta sexual.
MEIO DE VIDA CORRETO
Buda ensina quatro atividades específicas que prejudicam os outros seres e que se deve evitar por esta razão:
1. Fazer uso de armas;
2. Quanto a seres vivos (incluindo tráfico de escravos e prostituição, bem como a criação de animais para abate);
3. Trabalhar na produção de carne e açougues, e 
4. Venda de bebidas alcoólicas e veneno, como o álcool e as drogas.

ESFORÇO CORRETO
1. Evitar ações prejudiciais a qualquer pessoa;
2. Abandonar os estados prejudiciais que  já tenham surgidos;
3. Despertar estados benéficos que ainda não tenham surgido, e 
4. Manter em estados benéficos as que já surgiram.

ATENÇÃO CORRETA
1. Contemplação do corpo;
2. Contemplação das sensações (repulsa, atração ou neutra) e
3. Contemplação dos fenômenos.

CONCENTRAÇÃO CORRETA
Concentração correta é a prática da meditação.


FONTE:  humuhbuddhistjournal.org

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Bandeiras de Orações Budista

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Na história das bandeiras tibetanas de oração é dito que o Buda recitou uma prece e ela foi impressa nas bandeiras de batalha entre dois povos. A paz foi logo restabelecida entre eles. 
A tradição de oferecer bandeiras de oração ao vento foi introduzida no Tibet no século oitavo por um discípulo de Buda.

Tradicionalmente, as bandeiras são erguidas ao ar livre para que as preces sejam levadas e "recitadas" pelo vento por longas distâncias.

O costume vem do Tibete e remonta ao século XI. Foi o grande mestre indiano Atisha que ensinou aos seus discípulos como imprimir orações e mantras sobre pedaços de tecido, a partir de blocos de madeira gravados.

Estas bandeiras, fixadas a um mastro ou a um bambu, ou costuradas a cordas esticadas entre dois pontos, ondulavam livremente ao vento. Esta tradição acabou por ser muito difundida no seio do Budismo tibetano. À volta dos mosteiros, nos sítios sagrados, presas aos ramos da árvore de Bodhi, em redor do grande Stupa em Bodhnath e mesmo junto a habitações são encontradas por toda a parte. Desfraldadas ao vento, a sua presença sonora acompanha a cadência das orações.

Esta prática não é uma superstição, as bandeiras não são talismãs.

O Budismo que Sua Santidade o Dalai Lama diz ser uma "ciência do espírito", debruça-se há muito sobre a natureza e o funcionamento dos fenômenos. Com base na lei do karma, os fenômenos manifestam-se de um modo totalmente interdependente.

Imprimir textos sagrados com uma intenção pura é uma fonte de energia positiva, que produz naturalmente efeitos benéficos. Além disso, o vento que entra em contacto com as bandeiras sobre as quais estão impressos caracteres e símbolos sagrados, entra também em contacto com tudo o resto. 

É o ar que respiramos, o oxigênio que se dissolve no nosso sangue, o dióxido de carbono que os vegetais utilizam.
O vento em contato com os símbolos sagrados, espalha por toda a parte os nossos votos para o bem e para a felicidade temporal e última de todos os seres, criando assim um vasto campo positivo.

As bandeiras de oração são para os seres como uma medicina suave, um apelo silencioso a maravilha que temos dentro de nós desde sempre e para sempre.
As bandeiras são em cinco cores: 

Azul que representa o espaço o céu;
Branca relativa ao ar e as nuvens;
Vermelha o fogo;
Verde a água e a natureza e
Amarela a terra, representando a boa sorte, energia da vida e a oportunidade de que as iniciativas deem certo. 
Lung Ta - pinterest.com
Os símbolos impressos são variados, o mais comum é o cavalo do vento  "LUNG TA" que representa 
a boa sorte, a energia da vida e a oportunidade para que tudo dê certo!
Quando os cavalos de vento tremulam com o vento, suas preces e mantras são carregados na direção do céu, com a intenção de beneficiar a todos os seres.
As bandeiras devem ser colocadas acima de nossas cabeças, em um lugar alto para que possam ser sacudidas pelo vento. Pode ser colocada entre as árvores, no alto da janela, se você mora em um apartamento, etc.

Use as bandeiras de orações também em momentos especiais por exemplo: Saudar a chegada do novo ano. Suas preces levadas pelo vento enviarão suas intenções de paz em benefício de toda a humanidade.


Bênçãos de Luz para todos

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Budismo

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Budismo (páli/sânscrito: बौद्ध धर्म Buddha Dharma) é uma religião e filosofia não-teísta, abrangendo uma variedade de tradições, crenças e práticas, baseadas nos ensinamentos atribuídos a Siddhartha Gautama, mais conhecido como Buda (páli/sânscrito: "O Iluminado"). 

Buda viveu e desenvolveu seus ensinamentos no nordeste do subcontinente indiano, entre os séculos VI e IV a. C. Ele é reconhecido pelos adeptos como um mestre iluminado que compartilhou suas ideias para ajudar os seres sencientes a alcançar o fim do sofrimento (ou Dukkha), alcançando o Nirvana (páli: Nibbana) e escapando do que é visto como um ciclo de sofrimento do renascimento.

Os ensinamentos de Buda Shakyamuni chegaram ao Tibete pela primeira vez no século V. somente a partir do século VII, no entanto, quando o Rei Trisong Deutsen convidou da Índia o monge e erudito Shantarakshita e o Mestre Guru Padmasambava para construírem o Monastério de Samye, 

que o budismo firmemente se estabeleceu no país das neves.

Durante a primeira fase de propagação do Darma no Tibete, surgiu a escola mais antiga do Budismo Tibetano, conhecida como Nyingma, palavra tibetana que significa “antigo”. 
As quatro escolas; posteriormente, após um período em que um dos reis tentou dizimar o budismo do país, houve um novo fluxo de mestres indianos e novas traduções de textos sagrados. Com isso formaram-se novas linhagens de práticas. 

Quatro escolas principais foram estabelecidas e são conhecidas até hoje: Nyingma, Kagyu, Sakya, Gelupa. Através dos séculos, os ensinamentos de Buda Shakyamuni foram transmitidos de professor a aluno por meio das diferentes linhagens de práticas existentes nas quatro escolas principais. A pureza dos métodos se manteve porque os detentores dessas linhagens alcançaram realização e maestria das instruções recebidas.

Mesmo o budismo sendo uma prática muito popular na Ásia, os dois ramos são encontrados em todo o mundo. Várias fontes colocam o número de budistas no mundo entre 230 milhões e 500 milhões, tornando-o a quinta maior religião do mundo.
As escolas budistas variam sobre a natureza exata do caminho da libertação, a importância e canonicidade de vários ensinamentos e, especialmente, suas práticas. Entretanto, as bases das tradições e práticas são as Três Joias: O Buda (como seu mestre), o Dharma (ensinamentos baseados nas leis do universo) e a Sangha (a comunidade budista).

Sidarta Gautama

Sidarta Gautama (em sânscrito सिद्धार्थ गौतम, transl. Siddhārtha Gautama, em páli Siddhāttha Gotama), popularmente dito e escrito simplesmente Buda, foi um príncipe da região do atual Nepal que se tornou professor espiritual, fundando o budismo. 
Na maioria das tradições budistas, ele é considerado como o "Supremo Buda" (Sammāsambuddha) de nossa era, Buda significando "o desperto".  
A época de seu nascimento e de sua morte são incertos: a maioria dos primeiros historiadores do século XX datava seu tempo de vida como sendo de por volta de 563 a.C. a 483 a.C.; mas recentemente num simpósio especializado nesta questão, a maioria dos estudiosos apresentou opiniões definitivas de datas dentro do intervalo de 20 anos antes ou depois de 400 a.C. para a morte do Buda.
Gautama, também conhecido como Śākyamuni ou Shakyamuni ("sábio dos Shakyas"), é a figura-chave do budismo; os budistas creem que os acontecimentos de sua vida, bem como seus discursos e aconselhamentos monásticos, foram preservados depois de sua morte e repassados para outros povos pelos seus seguidores. Uma variedade de ensinamentos atribuídos a Gautama foram repassados através da tradição oral e, então, escritos cerca de 400 anos após a morte de Sidarta. 
Os primeiros estudiosos ocidentais tendiam a aceitar a biografia do Buda apresentada pelas escrituras budistas como verdadeira mas, hoje em dia, "os acadêmicos são cada vez mais relutantes em clamar como aptos os fatos históricos dos ensinamentos e da vida do Buda.

sábado, 10 de outubro de 2015

Hotei, Buda ou Monge?



O Monge Hotei

É o senhor da magnanimidade, da generosidade humana.
Vive rindo, sempre de bom humor, e por isso mesmo, traz saúde e felicidade, pois está sempre satisfeito com o que tem. Dizem que Hotei tem recurso interior para todos que queiram atingir a serenidade completa e sabedoria búdica. Geralmente é representado com uma enorme barriga e roupa caindo pelos ombros. Seu abdômen avantajado não simboliza a gula, pelo contrário, é símbolo da satisfação.

Hotei, conhecido como o "Buda gordo", é na verdade a representação de um monge chinês freqüentemente encontrado em templos, restaurantes e amuletos. 

No folclore da China, ele acabou sendo associado a Maitreya. Para os japoneses, o "Hara" (ventre) representa o coração e personalidade, portanto seu vasto "Hara", representa grandiosidade de espírito.

No Ocidente ele é muitas vezes erroneamente visto como uma representação do Buda Siddhartha Gautama. Segundo a crença popular, apreciar uma pintura ou ter uma estatueta de Hotei espanta as preocupações.

Hotei, o deus da alegria e felicidade tem sua origem China. 

Entre os sete deuses da sorte. Hotei é o único humano, um monge zen que representa 
a encarnação do Bodhisattva Maitreya.

Na verdade, na grafia japonesa, "Hotei" significa literalmente "saco de pano",  que nunca se esvazia, o qual ele usa para alimentar os pobres e necessitados.

Acredita-se que ter uma imagem de Hotei em casa ou no ambiente comercial, ajuda a ter sorte e prosperidade.